Lembro de como eu era alta, magra, muito alva e com longos cabelos louros. Uma aparencia frágil e delicada. Usava um longo vestido branco, simples e caro em um estilo medieval. Ao meu lado uma menina de uns treze anos que parecia uma copia fiel minha. Era uma manhã linda de sol e estávamos sentadas bordando em um gramado perfeito. De repente ele veio gritando, um homem vestido como um camponês, pele clara, cabelos negros. E ele gritava: "Eles estão chegando". E tudo passou pelos meus olhos como se fosse um filme bem vagaroso, levantamos e os bordados foram ao chão; o homem corria por um longo corredor para uma porta, eu e a menina íamos muito atrás. Quando eu e ela passávamos por uma bifurcação, uma outra porta se abriu, havia um homem que comandava vários arqueiros; só pude ver a flecha atingir o coração da menina e em seguida o meu. Nesta hora vi o camponês parado na porta que dava para a rua, banhado pelo sol. E enquanto eu morria, pensava: É por isso que esta aqui hoje, você nos deixou para morrer.
E despertei.
Sonhei isso grávida de minha filha e perto do seu nascimento. O nome que dei a ela por estranha coincidência quer dizer princesa. O homem do sonho era meu marido, que após dois anos e meio do nascimento dela em um momento difícil da minha vida me deixou. Coincidências? Não creio nelas.
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