Novamente estava naquele palácio, notei que era o mesmo pela enorme fonte em um dos salões. Agora eu estava na lateral de uma enorme escadaria que dava no salão principal, acima da escadaria entre a parede e o teto estátua de uma mulher com asas de anjo se destacava. O palácio estava como da ultima fez, com aparência de largado, sem nenhuma conservação, parecia que os donos tinham falido. A cozinha era vizinha ao salão principal e era enorme, mas somente lembro das altas paredes em azulejo de um azul velho e encardido e uma grande mesa de madeira não muito escura.
Minha mãe que estranhamente tinha a mesma idade que eu e mas uma outro moça estávamos passando uns dias lá e este seria o ultimo. Havia duas pequenas malas vermelhas ao meu lado e um caixão negro com um manequim dentro a minha frente. Eu falava a minha mãe que não seria possível levar essas coisas comigo mas não abriria mão delas e por isso alguém deveria enviá-las posteriormente. E minha mãe perguntou: "Mas para quê esse caixão enorme?" e eu disse que era o único jeito de transportar a boneca sem quebrar. E ela falou deixe-a. Eu totalmente contrariada com o que ela falou, disse que nunca faria isso, pois ela era minha amiga, esteve comigo quando eu precisava, não iria deixa-la. Então quis sair dar uma ultima volta, e minha mãe ficava falando que não chegaríamos a tempo de pegar o transporte e retornar para casa, mas eu insisti. Ela queria ir a praia, porém eu tinha de me depilar, mas como ela estava querendo voltar rápido para o palácio disse que iríamos primeiro a praia depois eu faria depilação, afinal não haveria ninguém na praia com aquele céu nublado.
Na praia não havia ninguém mesmo, somente nós três. A faixa de areia era bem estreita e a areia escura e grossa. As nossas costas havia um enorme rochedo muito negro e o mar fazia pequenas ondas de água muito escuras, soprava uma brisa; ficamos ali um tempo olhando, logo as duas retornaram e eu segui para a cidade, mas antes de ir fazer a depilação precisava ir a farmácia, encontrei uma única vaga para o carro na rua principal em frente a farmácia, mas era proibido estacionar e não me deixaram ir lá nem por um minuto nem tão pouco me atenderam no carro; segui dirigindo até o fim da rua principal, lembro que ao final encontrei uma senhora, simpática, gordinha de cabelos brancos, que me era familiar de outros sonhos nesta mesma rua, ai eu retornava a procura de farmácia, dessa vez mais feliz pois não haveria problemas para estacionar já que eu pedalava um triciclo. Parei na farmácia e sai com uma pílula branca do tamanho de um botão na mão e neste instante fui despertada por um telefone.
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