A alguns anos atrás me vi vestida de policial com minha parceira bem mais nova do que eu agachadas atrás de um murinho de pedra, nos protegíamos de um tiroteio. Me ergui um pouco apontei minha pistola e atirei, nesse momento senti um impacto e meu corpo arriou, havia uma bala em meu coração, não sentia dor, mas me sentia afastando daquela vida, minha parceira me olhava e naqueles olhos enormes meu pensamento era de tentar alcançá-la mas minhas mãos pareciam estar tão longe. Minha dor era de perdê-la, eu gritava em meu pensamento “não de novo, não”, “não de novo”, “não quero perdê-la”, eu estava morrendo e ela ficaria; meu Deus como eu sofri por deixá-la, eu não queria isso. Por quê?
Não lembro quantos anos fazem que sonhei isso. Somente que Sara minha filha nessa época ainda era um bebê. Mas sei claramente que minha parceira no sonho era ela, eu reconheceria aquele olhar em qualquer lugar.
Então fique feliz, vocês se reencontraram. A dor da separação por morte é passageira.
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